Nos primeiros dias de janeiro, os lojistas aproveitam o momento das trocas para realizar liquidações. Mas a promoção pode ser sinônimo de problemas.
Todo início de ano a cena se repete. Os lojistas queimam estoques para liberar espaço para as novas coleções, reduzem os preços dos produtos com "furos" na grade e de itens de mostruário. O momento para o bota-fora é oportuno, uma vez que há um grande fluxo de consumidores nas lojas para as trocas de presentes de Natal.
"Os varejistas experientes veem esse período como uma oportunidade para vender mais, agregar valor às trocas, fidelizar o consumidor, zerar estoques e fazer caixa", salienta Marcos Galindo, relações institucionais do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP).
Bom para os dois lados
Ele faz um alerta: "É preciso passar ao consumidor informações precisas sobre o que se está liquidando ou promovendo. É importante esclarecer o estado geral dos produtos para, no futuro, a venda não se tornar um problema."
Josué Rios, advogado especializado na defesa do consumidor, alerta o varejista para ficar atento àquelas promoções que não são benéficas para o cliente e podem resultar em percalços – uma pessoa que sentir-se prejudicada por uma promoção ou liquidação pode recorrer ao Judiciário. E não faltam decisões favoráveis aos consumidores na Justiça.
Para ele, varejista tem de entender que "promoção é sinônimo de vantagem, de benefício. É algo bom para as duas partes e quem vende não pode transformá-la em enganação, em engodo".