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Tradicional nas festas de fim de ano, a Super Casas Bahia, a loja sazonal da rede varejista, montada no Pavilhão de Exposições do Anhembi de São Paulo, visando especialmente às vendas de Natal, terá uma novidade nesta sexta edição, mas que não será perceptível ao consumidor: a adoção da tecnologia de RFID (Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofreqüência), uma das mais modernas existentes no mundo para controle de estoques.
A megaloja da Casas Bahia começa a funcionar no dia 21 deste mês, numa área de 151 mil m2, e servirá de laboratório nesses pouco mais de 40 dias de funcionamento para a aplicação das etiquetas (tags) inteligentes no processo de logística da rede. Todo o produto que sair do depósito central da Casas Bahia, em Jundiaí, no interior de São Paulo, e for destinado à área de armazenagem do Anhembi terá tags (etiquetas) de identificação com um chip para facilitar o controle do estoque e rastreamento do produto.
Assim, todas as operações de entrada, saída e reposição de mercadorias no estoque do Anhembi serão controladas em tempo real pela leitura de radiofreqüência com a ajuda de antenas. Ao final do evento, a mesma tecnologia permitirá agilidade na produção de relatórios e inventários da loja sazonal. Quando a etiqueta é colocada em alguma mercadoria ela transmite a informação para as antenas com freqüência de rádio compatível e os chips são ativados para identificar o produto.
O diretor de TI da Casas Bahia, Frederico Wanderley afirma, em entrevista por email, que a tecnologia é "fruto de um projeto de desenvolvimento orientado para melhorar o gerenciamento dos centros de distribuição e, posteriormente, das lojas da rede de varejo". A meta da Casas Bahia é implantar, em longo prazo, o RFID nos depósitos e entrepostos espalhados pelo País. "Nosso piloto com RFID tem por meta a identificação dos produtos em massa, ao nível do item, visando a uma grande diversidade de mercadorias, desde os pequenos eletroeletrônicos até as mercadorias das linhas branca e marrom".
Os softwares, as interfaces para os softwares de terceiros, projetos dos portais RFID, implantação e testes físicos da solução foram desenvolvidos pela equipe interna da rede varejista, em parceria com a Provectus Tecnologia. Wanderley acrescenta que além dos softwares destinados a recebimento e controle em tempo real do estoque de mercadorias no Anhembi, será usado um middleware, da Infor Tecnologia. Ele será responsável pela integração entre o sistema de gestão dos depósitos (Warehouse Management System) e a camada de controle do processo de embarque e desembarque de produtos. Já os leitores e antenas RFID são da Motorola.
As tags de RFID podem ser utilizadas também para identificar qualquer tipo de objeto ou animais, já que funcionam como códigos de barras, mas com a vantagem de fornecerem bem mais informações sobre o que está codificado dentro do chip. O custo da etiqueta é de R$ 0,10 a unidade. No Brasil, o uso de RFID ainda é incipiente, uma das poucas empresas a adotar a tecnologia é a HP, que iniciou o processo há dois anos para etiquetar suas impressoras a jato de tinta produzidas no País. O Banco do Brasil começou, em 2007, a usar as etiquetas para inventariar suas máquinas (micros, servidores, roteadores e placas de rede) que somam mais de 10 mil equipamentos. As antenas leitoras são instaladas nos CPDs que capturam as informações gravadas no chip e as enviam para os servidores dedicados.
Fonte: Dcomercio
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