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A transmissão de dados é feita por meio de chaves altamente criptografadas, virtualmente impossíveis de desembaralhar.
Para o cliente é mais ou menos tudo igual: você entrega o cartão (débito ou crédito) para pagar sua compra, os dados são lidos em uma máquina (fita ou chip), a administradora autoriza, você confirma (assina ou digita senha). Para o comerciante, há dois sistemas possíveis: ou um TEF - Transferência Eletrônica de Fundos ou um POS - Point-of-Sale (máquina de ponto-de-venda). São as duas formas correntes de administração de meios de pagamento no Brasil.
No interior das maquininhas, a tecnologia é muito parecida. Como se trata de dinheiro vivo, só que eletrônico, todo cuidado é pouco. Por isso, o coração das máquinas é cercado de todas as proteções possíveis. E ficam isolados de qualquer contato com redes públicas. A transmissão de dados é feita por meio de chaves altamente criptografadas, virtualmente impossíveis de desembaralhar.
Para trabalhar com o TEF, a loja se liga à administradora por meio de conexões diretas, dedicadas, 24 horas por dia, ou por linha discada. A escolha depende do movimento da loja e da necessidade de agilidade no tráfego de informações, de acordo com a VisaNet Brasil. Nos dois casos, é preciso ter computador com pin pad, conexão e uma impressora fiscal. Com o POS, basta a maquineta: ligada por um único fio à linha telefônica, ela disca para a administradora, submete a transação e em seguida encerra a chamada. Não há necessidade de computador nem impressora fiscal – o comprovante do POS atesta apenas que a transação foi feita com a administradora. No fundo, são a mesma coisa, a diferença é o cupom fiscal.
Nos dois casos, utiliza-se um Pin Pad, resumidamente um teclado com criptografia. É ali que o consumidor digita sua senha, ou PIN -Personal Identification Number (número de identificação pessoal). São aqueles tecladinhos que se encontram diante dos caixas de bancos, por exemplo. De acordo com Marcelo Teramae, gerente de canais da Gertec, uma das três produtoras nacionais de Pin Pads (e a única 100% nacional), eles são considerados absolutamente seguros porque ainda não se encontrou um meio de acessar os dados sem disparar um mecanismo qualquer de contramedidas. Hoje, se um hacker tentar abrir um Pin Pad, o simples mover de um parafuso aciona sensores que fazem o sistema apagar todas as informações. Não dá para pegar os dados pelo cabo ou saída, porque a chave de criptografia está na administradora. (L.C.A.)
Fonte: Dcomercio
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